O Centro de Trabalho do PCP em Vila Nova de Famalicão acolheu, no dia 7, a sessão inaugural do ciclo “Anda Daí”. A iniciativa marca o início de uma nova dinâmica de intervenção política, ideológica e cultural no concelho, com o objetivo de afirmar aquele espaço como um centro vivo de encontro, organização coletiva e resistência contra as desigualdades sociais e a exploração.
Num contexto que os promotores descrevem como de “intensa ofensiva ideológica do capital“, o projeto “Anda Daí” surge como uma resposta à narrativa de resignação. Segundo a organização, a iniciativa baseia-se na convicção de que o pensamento crítico e a intervenção política são ferramentas indissociáveis da luta dos trabalhadores e da população local.
O ciclo propõe um cruzamento entre a formação ideológica, a memória histórica e a intervenção cultural. O programa prevê a abordagem de temas estruturantes, tais como o fascismo, a guerra e os mecanismos de dominação, procurando recuperar histórias silenciadas e promover momentos de solidariedade e convívio popular.
A primeira sessão foi dedicada à reflexão sobre a hegemonia cultural e a dominação imperialista, analisando os mecanismos que sustentam a negação de direitos na atualidade. O evento foi aberto tanto a militantes como a não militantes, reforçando o apelo do partido à participação de todos os que começam a questionar a realidade social e económica do concelho, pode ler-se.
O PCP de Famalicão já anunciou a continuidade do ciclo. O próximo encontro terá lugar no dia 7 de março, sob o mote “105 anos de história, presente e futuro”. Esta sessão estará integrada nas comemorações do percurso centenário do partido, focando-se na atualidade do seu projeto político ao serviço do povo.
Com esta dinâmica, o PCP reafirma o Centro de Trabalho de Vila Nova de Famalicão como um instrumento de luta ligado à vida concreta da população, defendendo que “a política não se observa, faz-se“, conclui.
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