A passagem de uma frente de forte instabilidade está a causar condicionamentos em todo o Minho e Douro Litoral. Com rajadas de vento que podem atingir os 120 km/h e ondas de 13 metros, as autoridades recomendam precaução máxima e o fecho de barras marítimas.
O Norte de Portugal está este sábado sob o efeito severo da depressão Marta. Os distritos do Porto, Braga e Viana do Castelo encontram-se no centro da tempestade, com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) a emitir vários avisos, incluindo alertas laranjas para vento e agitação marítima. A conjugação de chuva persistente, vento ciclónico e queda de neve nas quotas altas está a marcar um fim-de-semana de elevado risco meteorológico.
O cenário mais crítico regista-se na faixa costeira. A agitação marítima é severa, com ondas que podem alcançar os 13 metros de altura máxima, o que já obrigou ao fecho total da navegação nas barras de Esposende e Caminha. Em terra, as rajadas de vento são a principal preocupação, podendo chegar aos 120 km/h, especialmente nas zonas montanhosas de Braga e Viana do Castelo e nas frentes urbanas do Porto, aumentando o risco de queda de árvores e danos em estruturas.
Para além do vento, a descida das temperaturas trouxe a neve às serras do Gerês e da Peneda, com avisos amarelos em vigor para cotas acima dos 800/1000 metros. Nos centros urbanos, a chuva será uma constante ao longo de todo o dia, prevendo-se aguaceiros localmente fortes que podem causar inundações rápidas em zonas historicamente mais vulneráveis.
Apesar da intensidade do fenómeno, as previsões apontam para uma melhoria gradual a partir de domingo, 8 de fevereiro. Embora o regime de aguaceiros se mantenha, a intensidade do vento deverá diminuir significativamente, permitindo uma normalização das atividades, coincidindo com o dia de eleições. Até lá, a Proteção Civil aconselha a população a evitar deslocações desnecessárias e a manter-se afastada da orla costeira.
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