Durante anos, a esquerda, a nossa e alguma dos outros, lá por fora, banqueteou-se com modelos económicos preferencialmente anacrónicos, os quais despejaram, dando ordem de despedimento, a classe média que, presentemente, é um resquício do que formatava a nossa sociedade.
Se chegámos a este ponto, onde um partido da direita tem perto de 1 milhão e meio de votos, nas últimas eleições legislativas, num universo de cerca de 6 milhões e 318 mil votantes, ficando quase igual à votação do PS, é porque alguma coisa está a falhar.
O sistema, os dos 50 anos de democracia, está a dar nota de que não consegue resolver os problemas dos portugueses. Os políticos não têm correspondido ao que se espera deles. As políticas, para os principais sectores da vida portuguesa, a que mexe com os cidadãos, não se mostram adequadas e nem capazes de alterarem situações complexas e difíceis que se vivem na Saúde, na Justiça, no Ensino e na Segurança Pública, principalmente.
Se a direita está a avançar, apesar de não ser, como o faz crer a esquerda radical, um papão ou o reaparecimento do dito-cujo fascismo (já aborrece essa lenga-lenga de palavreado…) é porque essa esquerda falhou, nos últimos anos. A direita sabe conviver, aliás, como noutros Países, com a Democracia e percebe o seu funcionamento.
Tenho uma leitura que vai fazer com que me arremessem pedras, mas estou imune a esse tipo de provocação.
Hoje, há outra direita, mais popular e, também, mais revolucionária…mais dada a provocar, a perguntar, a tentar escrutinar a vida dos governantes e dos políticos, a ter um discurso menos polido, mas mais interventivo. Adequada posição? Talvez, não sei. Com resultados? Talvez, também não o sei. O futuro o dirá.
A esquerda radical que se cuide porque já representa pouca gente. Não passa de uns 500 mil. Para quase 11 milhões que podem exercer o seu direito de voto…é uma “caganita”, ou seja, 5%. Já lá vai o tempo do chão português e outros dar uvas para marxistas. O povo percebe que os milagres de Cuba, da Venezuela, de Moçambique, de Angola e de outros Países nos quais o marxismo aterrou, afirmando que ia libertar o povo mas o oprimiu e empobreceu, não passam de ilusões e sonhos de cama…em que acordamos molhados pelo pesadelo que é viver em ditadura e com possibilidade de ficarmos presos ou aterrarmos na cova.
ANTÓNIO BARREIROS
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