O Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) lançou, a 17 de dezembro de 2025, um novo Call Center nacional para agilizar o atendimento ao cidadão e reduzir a necessidade de deslocações físicas. No primeiro mês de funcionamento, o serviço registou mais de 4.000 chamadas, contribuindo diretamente para uma redução de 24% na afluência aos balcões presenciais e uma maior eficácia na gestão de programas como o Apoio Extraordinário à Renda e o Porta 65.
A implementação da nova linha telefónica faz parte de uma estratégia global de modernização do IHRU, que já em outubro de 2025 tinha introduzido um sistema de senhas para organizar o atendimento presencial. Entre outubro e dezembro, o instituto prestou assistência direta a cerca de 6.000 pessoas nas suas instalações de Lisboa e Porto, mas a introdução do canal digital e telefónico revelou-se decisiva para descongestionar os serviços, refere uma nota enviada à nossa redação.
O balanço do primeiro mês de atividade do Call Center demonstra uma procura elevada por esclarecimentos sobre políticas de habitação. Das mais de 4.050 chamadas atendidas, a maioria concentrou-se no Apoio Extraordinário à Renda (1.672 contactos) e no Programa Porta 65 (933 contactos). Além de resolver dúvidas de forma mais célere, o serviço permitiu aos cidadãos pouparem nos custos e no tempo de deslocação, resultando numa quebra de quase um quarto (24%) no volume de atendimento físico.
Benjamim Pereira sublinhou que esta aposta reflete uma preocupação em aumentar a capacidade de resposta pública. O responsável recordou que, ao longo de 2025, o IHRU duplicou o número de funcionários afetos ao atendimento presencial, sendo o Call Center o passo seguinte para garantir uma cobertura nacional eficaz. “Esta aposta reflete uma estratégia de proximidade e uma preocupação em aumentar a rapidez de resposta“, afirmou.
Para além do reforço dos canais próprios, o IHRU revelou estar a trabalhar no estabelecimento de parcerias com outras entidades públicas e locais. O objetivo é descentralizar ainda mais o acesso à informação, permitindo que os serviços de habitação e reabilitação urbana cheguem aos cidadãos através de pontos de contacto já consolidados no território, conclui.
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